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riscos_e_rabiscos

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Tenham Medo, Muito Medo.

 

 

 

E assim foi! Cumpriu-se o desejo, a histeria colectiva e até os terrores nocturnos. E estavam acompanhados e vigiados e ninguém disse nada. Depois quem as leva, são sempre os mesmos!

 

Então vamos lá descodificar o que está dito acima: um santinho de um menino do meu convento resolveu levar uma pen wireless para a escola. Depois das aulas, foram para uma sala onde podem ver filmes, jogar jogos e fazer brincadeiras e onde está presente uma auxiliar.

 

Ora o aluno da pen resolveu colocá-la no seu Magalhães e sacar uns filmezitos. Com tantos géneros de filmes existentes ao cimo da terra, que tipo de filmes é que os putos foram ver? Pois está-se mesmo a ver… filmes de terror!!!

 

As auxiliares em vez de impedirem as crianças de ver aquilo, entusiasmaram-se e ainda acrescentaram mais pormenores e histórias sangrentas. E isto acaba por ser uma bola de neve pois há sempre um miúdo que acrescenta mais um detalhe sanguinário e outra história arrepiante: ele foi gangs de palhaços assassinos, violadores, carros suspeitos à porta da escola, caras retalhadas.

 

Nessa noite, toda a turma sonhou com as histórias aterradoras dos filmes. Não houve ninguém que não tivesse sido premiado por um pesadelo arrepiante. Levaram a noite aos gritos, a acordar assustados e alguns deles nem conseguiram dormir.

 

Na manhã seguinte, choveram telefonemas de pais para a escola, intrigados com o que teria acontecido e procurando resposta para o comportamento dos filhos.

 

Agora digam lá quem devia levar uma descasca valente, os miúdos ou as auxiliares?

 

O Padrinho: Terror À Espreita.

 

Isto de começar um domingo com uma grande moca de anti-histamínico e com uma notícia aterradora a pairar sobre a minha cabeça, tem muito que se lhe diga.

 

But first things first. Naquela semana dos feriados, tive o meu padrinho octogenário (mas em melhor estado do que eu, diga-se em abono da verdade) na minha casa a passar umas “mini-férias”.

Hoje, quando cheguei a casa da minha mãe para almoçar, ela diz-me que “parece que o tio - que é o meu padrinho – quer vir com o N. para cima no dia 15”. Eu e o N. estarrecemos, congelámos e já nem a comida nos caiu lá muito bem.

A nossa mente começou a visualizar as nossas férias estragadas pela estadia do meu padrinho. Pusemos os neurónios a funcionar a full power para arranjar desculpas e subterfúgios, para a eventualidade de recebermos um telefonema do meu padrinho a dizer para o N. o ir buscar porque vinha para Lisboa.

 

Não é por nada, mas aqueles preciosos feriados em que eu estava atafulhada de testes, preparações de festas de final de ano, relatórios de avaliação, etc., mais pareceram dias no inferno. E não fiz nada, o que significou trabalhar a dobrar nas semanas seguintes.

Mas isto nem foi o pior!

 

Imaginem lá terem de madrugar para fazer e dar  pequeno-almoço ao padrinho, pois apesar de eu deixar tudo prontinho em cima da mesa, ele sentava-se na cadeira à espera que lhe fizesse o café com leite e a torrada do pão que ele por acaso até nem gostava… pouco!

 

Depois era a cegada do almoço. Não gostava disto, nem daquilo. E até comia poucochinho, dizia ele. Quando a comida lhe agradava, enfardava bem. Quando eu lhe perguntava se não queria mais, a resposta era sempre “mai nada!” mas a seguir atestava com mais um quilo de fruta. Lol!

 

Jamais me esquecerei do som da prótese dentária: Clac! Clac! Clac! E dos “grunfs” a comer e muito menos da tosse fingida para disfarçar o soltar dos prisioneiros, que é como quem diz dos gases intestinais.

 

Até o meu cão, o Pimentinha, sofreu “ataques de festas” mais conhecidos por pancadas na cabeça e esfreganço de solas de chinelos no pêlo. O pobre bicho até já fugia do meu padrinho, mais conhecido por… Lorde Ganéche! É tão Lorde, tão Lorde que nem se mexe! Humpf!

 

Mas os piores episódios, foram os seguintes: um dia descobri que ele andava a fazer a barba com o meu sabonete de lavar as partes íntimas. Pois…

Dei a extrema-unção ao sabonete, arranjei-lhe um caixãozito e enterrei-o no caixote do lixo mais próximo. Isto permaneceu no segredo dos deuses, ou seja, entre mim e o N., até hoje.

 

Para despedida, resolveu que ao almoço queria carapaus fritos. Corri todos os supermercados à procura e nicles. Resolvi levar sardinhas. Arrisquei mesmo. Ah, e um pepino. Isto era o mais importante de tudo.

Fomos assar as sardinhas e perguntámos-lhe quantas comia. Respondeu que comia algumas 50. Assámos imensas sardinhas. Em suma, comeu 2 ou 3 e nós tivemos que morfar as outras de empreitada. O pepino?! O meu padrinho comeu-o inteiro juntamente com tomate que dava para alguns 50 e uma alfacezinha, que era só para dar cor.

Ufa! Só de me lembrar até já fiquei cansada!

 

Em resumo, a sensação que tenho é de que não fiz mais nada nesses dias senão fazer comida e dar de comer. Argh!

 

Os Pássaros - Remake?!

 

Conhecem aquela obra-prima de Alfred Hitchcock intitulada “Os Pássaros”? Considero este filme, um grande filme de terror. Será que se lembram porquê? Isso mesmo! Tem a ver com a minha fobia a pássaros, nomeadamente pombos que são aqueles com os quais mais me cruzo. Eu detesto “adoro” pássaros!

 

Hoje, a caminho do meu descafé-despertador matinal, encontrei-me no meio de uma revoada de pombos… Parecia mesmo uma das cenas finais do tal filme, em que os pássaros voltam em força à casa. Argh! Que medo!

 

Pensei logo que estariam a fazer um remake do filme, versão tuga. Ainda procurei pela equipa de filmagem mas, não vi ninguém. Por isso, algo de errado se passa… Ou se calhar eu é que tenho alguma coisa que anda a atrair a pombalada toda. Passo a explicar: de há uns dias para cá, sempre que eu ando na rua, os pombos fazem-me voos rasantes e, alguns, até querem chocar comigo. Eu é que me desvio…

 

Após reflexão sobre o assunto, as ilações a que cheguei são as seguintes:

 

1ª Devo ter cara de milho ou de arroz ou de pão… não me parece… (olhem lá pa foto e digam o que acham);

 

2ª A pombalada anda toda míope e a precisar de óculos… hummm… complicada, esta;

 

3ª É um teste ao meu terror amor aos pássaro… possível, possível;

 

4ª Estou um verdadeiro “borracho” e eles querem arrastar-me a asa… argh!... Sem comentários;

 

5ª O sentido de orientação pombalar anda um bocadinho desactualizado…  arranjar GPS “grates” para pombos desorientados;

 

6ªDevem querer ir para o forno pombal para aquecer as patas e querem boleia até lá… Hummm!

 

Estes pombos estão cada vez mais atrevidos. Um dia destes, um deles veio atrás de mim para o café. Até lá dentro entrou. Vasculhou todo o café à procura de migalhas e eu nem me mexi do lugar, foi só para disfarçar a minha presença, não foi por mais nada…

 

E a primavera chegou mesmo, apesar de não darmos por ela. Até os pombos andam apaixonados. Um dia destes assisti a uma cena caricata. Tinha sido um dia de chuva abundante, pelo que as ruas estavam cheias de poças. Se enchem o bandulho de migalheiras, têm de beber água. Ora estava uma pombinha toda deliciada a beber umas gotinhas de água, de biquito na água e de rabinho para o ar, quando um pombo atrevido resolveu fazer-lhe a corte pelas traseiras… Todo ele inchou, fez malabarismos, arrulhou, rodopiou e debicou. A pombinha nem tchum! Ficou ali, sugadita, a beber água. E fez ela muito bem…

 

Concluo daqui, que já nem as pombas se safam. Não acham que isto é mesmo comportamento à gajo macho?!?!? Onde já vi isto?!?!?